Evento reuniu especialistas de diversos países e contou com a participação da SOBECC, representada por Lia Romero, fortalecendo conexões e avanços científicos na área
Entre os dias 30 de abril e 2 de maio, a cidade histórica de Cartagena, na Colômbia, foi palco de um dos encontros mais relevantes da área da saúde, o III Congresso Ibero-Americano de Esterilização (CIBE 2026). Durante três dias de programação, o evento reuniu profissionais, pesquisadores e lideranças internacionais com um propósito de debater a segurança do paciente por meio do fortalecimento das práticas de esterilização e controle de infecções.

Realizado no Centro de Convenções Las Américas, à beira-mar, o congresso consolidou-se como um importante espaço de troca de conhecimento, inovação e articulação entre países. Representando a SOBECC, a enfermeira Lia Romero, membro da Comissão de Comunicação e Divulgação, acompanhou de perto os debates e destacou a relevância da participação brasileira em um cenário cada vez mais globalizado.
Com mais de 27 palestrantes internacionais e representantes de diversos continentes, o CIBE 2026 trouxe uma programação robusta, que combinou palestras, painéis, workshops e momentos de networking. O conteúdo abordou desde desafios técnicos do processamento estéril até tendências emergentes, como o uso da inteligência artificial na Central de Material e Esterilização (CME).

Logo no primeiro dia científico, os debates já apontaram para uma mudança de paradigma, enxergar o processamento estéril não apenas como uma etapa técnica, mas como um componente estratégico dentro das instituições de saúde. Temas como dispositivos médicos complexos, rastreabilidade e prevenção de infecções ganharam destaque, evidenciando a necessidade de integração entre tecnologia, gestão e prática clínica.
Um dos momentos mais marcantes foi a apresentação sobre inteligência artificial aplicada à CME, que trouxe reflexões sobre como a inovação tecnológica já está impactando a rotina dos serviços e ampliando a segurança assistencial.
O segundo dia do congresso aprofundou as discussões técnicas, com foco em qualidade, regulação e integridade dos processos. Especialistas de diferentes regiões do mundo compartilharam experiências e soluções aplicáveis a contextos diversos, promovendo um diálogo rico e necessário para o avanço da área.

A importância das embalagens adequadas para garantir a barreira estéril, a construção de sistemas de qualidade eficientes e o desenvolvimento de instruções de uso mais aplicáveis à prática foram alguns dos temas que mobilizaram o público.
Um dos pontos altos foi o painel sobre regulação, que reuniu lideranças internacionais para discutir como padrões globais podem gerar impacto local na segurança dos pacientes. A troca de perspectivas reforçou a importância de harmonizar diretrizes e adaptar soluções às realidades de cada país.
O último dia trouxe reflexões profundas sobre os caminhos da esterilização no século XXI. Temas como educação continuada, certificação profissional e o enfrentamento das superbactérias evidenciaram a urgência de estratégias integradas e sustentáveis.
As discussões sobre resistência bacteriana na América Latina chamaram atenção para o papel crítico da esterilização no combate às infecções hospitalares, enquanto apresentações sobre digitalização e indicadores de desempenho (KPIs) mostraram como a gestão baseada em dados pode transformar a qualidade dos serviços.
O congresso foi encerrado com um painel de liderança global, reunindo representantes de organizações internacionais para discutir o futuro da área.

Trabalhos premiados
O congresso também celebrou os melhores trabalhos científicos, e o Brasil teve grande destaque, com dois trabalhos entre os três melhores do evento:
2º lugar - Dimensionamento e distribuição na CME: de um modelo estático à gestão dinâmica do fluxo de trabalho clínico, das autoras: Lia Romero, Jeane Aparecida Gonzalez Bronzatti, Giovana Abrahão de Araújo Moriya, Eliane Molina e Kazuko Uchikawa Graziano. Um orgulho especial: as autoras premiadas Lia, da atual diretoria da SOBECC, e Giovana, integrante do Comitê de CME.
3º lugar - Ampliação do uso do monitoramento com indicadores biológicos de 80% para 100% dos ciclos de esterilização a vapor, dos autores Jeane Aparecida Gonzalez Bronzatti, Vicente Araujo, Renan Jung, Leilane Reis e Kelly Marques. O primeiro lugar ficou com um trabalho da Espanha.
A participação da SOBECC no CIBE 2026 reforça o protagonismo da associação brasileira no avanço das boas práticas em esterilização e controle de infecções. Ao acompanhar de perto as principais tendências e contribuir para o diálogo internacional, a entidade amplia seu impacto e fortalece sua missão de promover a excelência na assistência à saúde.
Propósito: Proteção à vida.